O que é o SAMU?

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU 192) é um programa dos governos Federal Estadual e Municipal e tem como finalidade prestar socorro à população em casos de urgência e emergência. Com estrutura bem montada e profissionais altamente qualificados, o SAMU 192 consegue reduzir sensivelmente o número de óbitos, tempo de internação hospitalar e sequelas decorrentes da falta de um socorro em tempo hábil.

O SAMU 192 funciona 24 horas por dia, sete dias por semana e, à população dos 42 municípios que compõem a macrorregião, beneficiando 619.867 habitantes. A iniciativa de regionalização do SAMU resultará na redução de mil morte/ano na região.

Ao chamar o SAMU pelo 192, o cidadão é atendido por técnicos de enfermagem treinados e por médicos reguladores que orientam de acordo com a situação relatada pelo solicitante ou enviam uma unidade para o atendimento.

A equipe do SAMU 192 é composta por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e condutores-socorristas.

Para o atendimento móvel, o SAMU 192 dispõe de dois tipos de ambulância: a Unidade de Suporte Básico (USB) e a Unidade de Suporte Avançado – USA (UTI Móvel). A USB é utilizada em casos de urgência, quando é preciso o pronto atendimento, mas não há risco de morte iminente. Nestes casos, o resgate é feito por um condutor-socorrista e um técnico de enfermagem. Já a USA é acionada em casos de emergência, quando há necessidade de intervenção médica imediata. Nestes casos, o resgate é feito por um condutor-socorrista, um médico e um enfermeiro.

Quando Chamar o Samu?

O SAMU-192 realiza o atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e vias públicas. O socorro é feito após a chamada gratuita para 192.

Veja as situações em que o SAMU-192 deve ser chamado:

– Na ocorrência de problemas cardiorrespiratórios
– Em caso de intoxicação
– Em caso de queimaduras graves
– Na ocorrência de maus tratos
– Em trabalhos de parto onde haja risco de morte da mãe ou do feto
– Em caso de tentativas de suicídio
– Em crises hipertensivas
– Quando houver acidentes/traumas com vítimas
– Em casos de afogamentos
– Em caso de choque elétrico
– Em acidentes com produtos perigosos
– Na transferência inter-hospitalar de doentes com risco de morte

Se você identificar uma destas situações, ligue 192. Este número é gratuito e dispensa cartão telefônico ou crédito no celular.

Como é o Atendimento?

Após a ligação pelo número 192 você falará com um técnico de enfermagem treinado que lhe pedirá algumas informações, tais como: motivo da ligação, se você está perto do paciente, e dados como sexo, idade aproximada, endereço e ponto de referência para facilitar a chegada da unidade ao local.

Em seguida, caso seja necessário você conversará com o médico regulador que lhe pedirá informações, como: se o paciente está consciente, se respira, se consegue falar, entre outras.

Se for caracterizado que uma unidade deverá se deslocar até o local, o médico regulador orientará e acompanhará todo atendimento até a chegada do paciente ao hospital. Caso não seja necessário o deslocamento da unidade, o médico regulador dará todas as orientações necessárias, garantindo a assistência do paciente.

Como Funciona?

O SAMU realiza o atendimento de urgência e emergência em qualquer lugar: residências, locais de trabalho e vias públicas, contando com as Centrais de Regulação, profissionais e veículos de salvamento.

As Centrais de Regulação tem um papel primeiro e indispensável para o resultado positivo do atendimento, sendo o socorro feito após chamada gratuita, para o telefone 192.

A ligação é atendida por técnicos na Central de Regulação que identificam a emergência e, imediatamente, transferem o telefonema para o médico regulador. Esse profissional faz o diagnóstico da situação e inicia o atendimento no mesmo instante, orientando o paciente, ou a pessoa que fez a chamada, sobre as primeiras ações.

Ao mesmo tempo, o médico regulador avalia qual o melhor procedimento para o paciente: orienta a pessoa a procurar um posto de saúde; designa uma ambulância de suporte básico de vida, com auxiliar de enfermagem e socorrista para o atendimento no local; ou, de acordo com a gravidade do caso, envia uma UTI móvel, com médico e enfermeiro. Com poder de autoridade sanitária, o médico regulador comunica a urgência ou emergência aos hospitais públicos e, dessa maneira, reserva leitos para que o atendimento de urgência tenha continuidade.

Segue os passos:

1. Um solicitante (ou a própria vítima) disca o número 192 (ligação gratuita);
2. O Telefonista Auxiliar de Regulação Médica (ou TARM) registra a queixa principal da vítima, telefone de contato e endereço completo com ponto de referência, para facilitar o acesso rápido da equipe ao local da ocorrência;
3. A ligação é encaminhada ao médico regulador, que questiona o solicitante sobre o quadro clínico apresentado pelo paciente, estabelece a gravidade presumida da ocorrência e encaminha ou não a ambulância;
4. O rádio-operador (ou operador de frota) recebe o pedido de ambulância enviado pelo médico (caso o médico decida mandar a ambulância) e aciona a equipe (via celular ou rádio), informando o endereço da ocorrência e sua gravidade;
5. A equipe de atendimento móvel se desloca ao local da ocorrência, avalia a vítima e passa as informações (por telefone ou rádio) ao médico regulador, que decide e informa à equipe o destino do paciente;
6. A equipe conduz o paciente ao destino informado.

Notas:

1. O TARM não tem autorização para dispensar uma ocorrência que ainda não foi avaliada pelo médico, nem de enviar a ambulância ao local. Assim, um chamado só pode ser atendido após a triagem feita pelo médico regulador;
2. A escolha do hospital para encaminhamento do paciente é feita pelo médico, baseado no quadro clínico da vítima, das condições da rede hospitalar (capacidade, presença ou não de profissional e equipamentos especializados, etc.), e não pela preferência pessoal da vítima ou solicitante (a não ser que esta escolha ir a uma unidade privada que tenha condições de atender o seu caso);
3. O médico regulador pode decidir não conduzir o paciente a um hospital, quando entender que a vítima não tem necessidade de atendimento médico imediato, seja por melhora clínica do paciente, informação insuficiente ou atitude de má-fé que o levou a enviar uma ambulância para um paciente sem necessidade do serviço.